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| Dissertações e Teses
- 2007 |
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| Título: Utopia e Missão. Estudo teológico sobre a função da Utopia na missão evangelizadora que transforma as relações humanas. | |||
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RESUMO |
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Neste momento histórico de significativas mudanças que caracterizam o início de uma nova época emerge novamente a capacidade humana de elaborar e realizar propostas, atos e projetos “divinamente humanos” que buscam promover, reafirmar e resgatar o valor e o sentido existencial da vida. Homens e mulheres assumem a própria responsabilidade de ler, nos múltiplos rostos humanos desfigurados, a permanente súplica da vida. Sabem propor e desenvolver soluções humanizadoras que sustentam a democratização e a gratuidade de relacionamentos sociais, políticos, econômicos, culturais e religiosos que promovem e sustentam a paz e o crescimento conjunto de todas as nações. Neste serviço, a Igreja vive na humanidade sua experiência pastoral, a partir de uma evangélica opção pelos pobres (cf. DP 1134; 1186-1187), reconhecendo-os sujeitos de um processo de evangelização que carrega em vasos de argila as sementes da contínua construção da nova cidade histórico-escatológica do reinado de Deus (cf. Mc 1,14-15; 2Cor 4,7; Sf 2,3.3,12-13). Nos rostos sofredores e desfigurados dos empobrecidos, a Igreja reconhece o rosto do seu Senhor, do seu fundador (cf. Mt 25,31-46; cf. DSD 178) que, na força do Espírito Santo continua agindo no mundo. Este caminho libertador interpela toda a vida e a vida de cada pessoa (cf. EN 29-30) educando-nos não para ações individualistas e isoladas, mas para ações profundamente eclesiais (cf. EN 60). Alimenta-se na fonte da utopia histórico-escatológica do Evangelho que leva a Igreja a respirar constantemente o ar vigoroso e transformador do seu começo e a reencontrar seu caminho ao longo dos séculos. Educa as comunidades para reconhecer e servir seu Senhor nas Galiléias de todos os tempos e de todas as nações. E as envia para julgar “o esplendor dos Templos”, de ontem e de hoje, comprometendo-as com a construção da “Cidade” proposta por Deus Trindade. A tese quer colaborar para que, nesta mudança de época, a utopia do Evangelho alimente o testemunho de vida pessoal e inter-pessoal profético-libertadores do Povo de Deus. Sustente o chamado deste Povo sempre convocado a estar com o Senhor para ser enviado a evangelizar (cf. Mc 3,14), concretizando em sua vida o “entre vós não será assim” (Mc 10,43). Celebra-se assim a presença da justiça do Reino de Deus que rompe a ordem da dominação humana, que torna a missão transformadora e geradora de vida digna e integral para toda a humanidade, dialogando com as diferentes utopias dos povos e grupos sociais. Neste proceder, dinamizado pela articulação entre fé e vida, entre utopia histórico-escatológica do Reino de Deus e missão eclesial, todo o Povo de Deus é chamado a colaborar para a construção de novos céus e de nova terra, onde Iahweh, o Emanuel, enxuga toda lágrima para que nunca mais seja provocada, para o outro, a morte, o luto, o clamor e a dor (cf. 2 Pd 3,13; cf. Is 65,17; 66,22; Ap 21,1-5.27; Is 60,21; Rm 8,19). |
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| ABSTRACT | |||
| At this historical time of significant changes that characterize the beginning of a new era, emerges again the human capacity to elaborate and to accomplish the proposed, acts and projects " divinely human " that look to promote, to reaffirm and to rescue the value and the existential sense of life. Men and women take their own responsibility of reading, in multiples the deformed human faces, the permanent supplication of life. They know how to propose and to develop humanizing solutions that sustain the democratization and the gratitudeness of social relationships, political, economical, cultural and religious that promote and sustain the peace and the united growth of all of the nations. In this service, the Church lives in humanity her pastoral experience, starting from an evangelical option for the poor (cf. DP 1134; 1186-1187), recognizing them as subject of an evangelization process that carries in clay pots the seeds of the continuous construction of the new historical-escatological city of the reign of God (cf. Mk 1,14-15; 2Cor 4,7; Seph 2,3.3,12-13). in the suffering and deformed faces of those impoverished, the Church recognizes the face of her master, of her founder (cf. Mt 25,31-46; cf. DSD 178) that, in the strength of the Holy Spirit, it continues acting in the world. This liberating road questions a lifetime and each person's life (cf. EN 29-30) educating us not for individualistic and isolated actions, but for actions deeply eclesiastic (cf. EN 60). She feeds herself from the fountain of the historic-escatológical Utopia of the Gospel that takes the Church to breathe the vigorous air and the transformer of her beginning constantly and to meet again her road along the centuries. It educates the communities to recognize and to serve her master in the Galilees of all times and of all nations. And to send them to judge "the splendor of the Temples", yesterday and today, committing them with the construction of the "City" proposed by Trinity God. The thesis wants to collaborate so that, in this era of change, the Utopia of the Gospel feeds the testimony of personal life and inter-personal prophetic-liberators of the People of God. Sustain the call of these People summoned always to be with the Master to be sent to evangelize (cf. Mk 3,14), concreticizing in their life the "among you won't be like this" (Mk 10,43). Thus to celebrate the presence of the justice of the Kingdom of God that breaks the order of the human domination, that turns the transforming mission and generating dignified life and integral for all of the humanity, dialoguing with the different Utopia of the people and social groups. In this procedure, dynamized by the articulation between faith and life, between historico-escatological Utopia of the Kingdom of God and eclesiastic mission, the whole People of God is called to collaborate for the construction of the new heavens and of new earth, where Yahweh, Emanuel, dries every tear so that it is never again provoked, for the other, the death, the mourning, the clamour and pain (cf. 2 Pet 3,13; cf. Is 65,17; 66,22; Rev 21,1-5.27; Is 60,21; Rom 8,19). |
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| RESUMEN | |||
| En este momento histórico de cambios significativos que caracterizan el comienzo de una nueva época surge nuevamente la capacidad humana de elaborar y realizar propuestas, actos y proyectos “divinamente humanos” que buscan promover, reafirmar y rescatar el valor y el sentido existencial de la vida. Hombres y mujeres asumen la propia responsabilidad de leer, en los múltiplos rostros humanos desfigurados, la permanente súplica de la vida. Saben proponer y desenvolver soluciones humanizantes que sustentan la democratización y la gratuidad de relacionamientos sociales, políticos, económicos, culturales y religiosos que promueven y sustentan la paz y el crecimiento conjunto de todas las naciones. En este servicio, la Iglesia vive en la humanidad su experiencia pastoral, a partir de una evangélica opción por los pobres (cf. DP 1134; 1186-1187), reconociéndolos sujetos de un proceso de evangelización que carga en vasijas de arcilla las semillas de la continua construcción de la nueva ciudad histórico-escatológica del reinado de Dios (cf. Mc 1,14-15; 2Cor 4,7; Sof 2,3.3,12-13). En los rostros sufridos y desfigurados de los empobrecidos, la Iglesia reconoce el rostro de su Señor, de su fundador (cf. Mt 25,31-46; cf. DSD 178) que, en la fuerza del Espíritu Santo continua, actuando en el mundo. Este camino libertador interpela toda la vida y la vida de cada persona (cf. EN 29-30) educándonos no sólo para acciones individualistas y aisladas, sinó para acciones profundamente eclesiales (cf. EN 60). Se alimenta en la fuente de la utopía histórico-escatológica del Evangelio que lleva a la Iglesia a respirar constantemente el aire vigoroso y transformador de su comienzo y al reencontrar su camino a lo largo de los siglos. Educa a las comunidades para reconocer y servir a su Señor en las Galileas de todos los tiempos y de todas las naciones. Y las envía para juzgar “el esplendor de los Templos”, de ayer y de hoy, comprometiéndolas con la construcción de la “Ciudad” propuesta por Dios Trinidad. La tesis quiere colaborar para que, en este cambio de época, la utopía del Evangelio alimente el testimonio de vida personal e inter-personal profético-libertadores del Pueblo de Dios. Mantenga el llamado de este Pueblo que siempre convocado a estar con el Señor para ser enviado a evangelizar (cf. Mc 3,14), concretizando en su vida el “entre vosotros no será así” (Mc 10,43). Se celebra la presencia de la justicia del Reino de Dios que rompe la orden de la dominación humana, que torna a la misión transformadora y generadora de vida digna e integral para toda la humanidad, dialogando con las diferentes utopías de los pueblos y grupos sociales. Con este proceder, dinamizado por la articulación entre fe y vida, entre utopía histórico-escatológica del Reino de Dios y la misión eclesial, todo el Pueblo de Dios está llamado a colaborar para la construcción de nuevos cielos y de nueva tierra, donde Iahweh, el Emmanuel, se enjuega toda lágrima para que nunca más sea provocada, para el otro, la muerte, el luto, el clamor y el dolor (cf. 2 Pe 3,13; cf. Is 65,17; 66,22; Ap 21,1-5.27; Is 60,21; Rom 8,19). |
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